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bolinha.gif (116 bytes) Data: 28 de Agosto de 2000 à 1 de setembro de 2000

Local: Centro de Convenções Salvador/Bahia

Tema: VI Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva.

APRESENTAÇÃO









A Associação Brasileira de Pós-graduação em Saúde Coletiva – abrasco – tem sido uma importante catalisadora das questões que permearam e permeiam o campo da Saúde, enquanto campo de saber e de práticas sociais e políticas, tendo como eixo os princípios básicos enunciados em sua declaração fundadora: i) a compreensão da saúde como um fenômeno social, que expressa, ao nível individual e coletivo, as condições de vida e trabalho dos diversos grupos sociais, determinadas pelas relações estruturais estabelecidas nas sociedades ao longo da sua história; ii) o entendimento da saúde como uma responsabilidade social e como direito conquistado na sociedade contemporânea, o que implica na responsabilidade do Estado em garantir os meios para sua promoção e recuperação; iii) a participação crescente da população no controle social sobre as políticas e práticas de saúde, o que pressupõe a ampla difusão de conhecimentos e de saberes acerca da saúde, a democratização das decisões e o controle público sobre a atividade estatal ou privada nesta área.

Na primeira metade dos anos 80, a atuação da abrasco concentrou-se na construção do próprio campo, promovendo uma série de seminários, encontros e oficinas voltadas ao mapeamento de instituições e profissionais e avaliação de atividades de ensino e pesquisa desenvolvidas pelos cursos de pós-graduação senso lato (residências) e senso stricto na área (mestrado e doutorado), produzindo, pelo intercâmbio de idéias e experiências entre as diversas instituições e cursos do país, um conjunto expressivo de propostas e recomendações divulgadas em publicações específicas.

Todo esta atividade da abrasco confluiu, a partir de meados dos anos 80, para sua inserção de forma significativa nos debates desenvolvidas durante a 8a Conferência Nacional de Saúde, em 1986, evento que marcou a adoção do direito universal à Saúde como direito de cidadania e consagrou a proposta de constituição do Sistema Único de Saúde –SUS. A abrasco participou intensamente da Comissão Nacional de Reforma Sanitária, criada após o evento e teve participação importante no debate político que se travou posteriormente na Assembléia Nacional Constituinte, do qual resultou o novo marco jurídico-político da legislação sanitária atualmente em vigor (Lei 8080, lei 8142).

Paralelamente a abrasco passou a promover Congressos Nacionais de Saúde Coletiva, a cada três anos, oportunidade de encontro, apresentação e debate dos resultados das pesquisas científicas nas disciplinas básicas da Saúde Coletiva – Epidemiologia, Administração e Planejamento em saúde e Ciências Sociais em Saúde. Dessa maneira, a entidade tem se constituído em um espaço de reflexão crítica e elaboração de propostas alternativas nas áreas de políticas de saúde, de ciência & tecnologia em saúde e de educação & comunicação em saúde.

Durante toda a década de 90, os Congressos da abrasco (1991, 1994, 1997) pontuaram o debate científico e político no campo da Saúde Coletiva, cujo crescimento e diversificação propiciou, inclusive, a realização de congressos específicos, principalmente na área de Epidemiologia (1989, 1992, 1995 e 1998), mas também na área de Ciências Sociais em Saúde (1996, 1999). Ao lado disso, cresceu e multiplicou-se a linha editorial da entidade, ultrapassando a publicação da pioneira série "Estudos de Saúde Coletiva" e do catálogo de cursos de pós-graduação que circulava ente os núcleos de pós-graduação na área, além da co-edição de livros com editoras comerciais. Atualmente a abrasco publica periodicamente um Boletim que veicula notícias, eventos, publicações e debates de temas críticas na conjuntura política em saúde, e já conta com duas revistas especializadas - "Ciência e Saúde Coletiva", semestral, já com o volume 5 em preparação, e "Jornal Brasileiro de Epidemiologia", quadrimestral, com dois números publicados.

O dinamismo da área da Saúde Coletiva, expresso no crescimento extraordinário do número de cursos de capacitação, especialização, mestrado e doutorado, nas várias regiões do país, vem se traduzindo no crescimento do número de profissionais, pesquisadores e estudantes, bem como se evidencia no crescimento da produção científica e tecnológica, a qual tem nos Congressos um primeiro momento de apresentação à comunidade acadêmica e principalmente ao pessoal que atua nas instituições e serviços de saúde.

Com as transformações que vem se dando, nas últimas décadas, tanto na situação de saúde da população brasileira, como no âmbito dos sistemas de serviços de saúde, as questões relacionadas com a Saúde e o bem-estar coletivos vem ganhando uma relevância extraordinária, exigindo dos núcleos de pesquisa, ensino e cooperação técnica interinstitucional da área uma atualização permanente de suas práticas institucionais, com o alargamento dos horizontes da pesquisa e ensino, a experimentação de alternativas pedagógicas, tecnológicas, organizacionais, e novas formas de atuação política, que ultrapassam a relação direta com a Medicina e vão além da articulação com as instituições estatais responsáveis pela Saúde Pública.

Nessa perspectiva, o Instituto de Saúde Coletiva da UFBA, ao se candidatar a assumir a realização do VI CONGRESSO BRASILEIRO DE SAÚDE COLETIVA, em agosto de 2000, considerou que o momento é oportuno para um balanço dos 20 anos de trabalho da abrasco e abertura para um novo processo, ainda mais complexo e diversificado como exige a contemporaneidade quer no campo científico que no âmbito dos processos de democratização política e social. Para isso, após um amplo processo interno de reflexão e discussão, enriquecido por um diálogo com expressivas lideranças intelectuais brasileiras e latino-americanas, decidiu propor como tema central do Congresso a consigna "O SUJEITO NA SAÚDE COLETIVA".

Maiores Informações:Abrasco- Associação Brasileira de Pós- Graduação em Saúde Coletiva 

 

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